Protestos estudantis regressam ao Irão em clima de forte tensão política
No Irão, estudantes de várias universidades de Teerão retomaram esta semana as manifestações contra o regime, após o reinício das aulas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram jovens a queimar a bandeira da República Islâmica e a gritar “Morte ao ditador”, numa referência directa ao líder supremo, Ali Khamenei.
O governo reconhece o direito à manifestação, mas alerta para o respeito pelas chamadas “linhas vermelhas”. As autoridades continuam a justificar a repressão dos protestos de Janeiro com alegados actos terroristas, enquanto os números de vítimas permanecem contraditórios. Teerão admite mais de três mil mortos, mas organizações independentes apontam para mais de sete mil, maioritariamente manifestantes.
Este novo clima de contestação interna coincide com um agravamento das tensões externas, depois de Donald Trump acusar o Irão de desenvolver mísseis de longo alcance e de manter ambições nucleares militares. O presidente norte-americano afirmou que não permitirá que o país obtenha uma arma nuclear, embora tenha dito preferir uma solução diplomática.
Teerão rejeita as acusações, classificando-as como “grandes mentiras”, mas o contexto político permanece frágil, num confronto que envolve também os Estados Unidos e que se reflecte, cada vez mais, nas ruas iranianas.
Partilha:





Publicar comentário