Cabo Verde satisfeito com lugar no Índice de Percepção da Corrupção

O Índice de Percepção da Corrupção da Transparência International coloca Cabo Verde a liderar o ranking da CPLP e apresenta-o como o segundo país menos corrupto no continente africano.

Este foi tema de debate no parlamento cabo-verdiano, com o deputado do MpD, Luís Carlos Silva, a considerar que o posicionamento do país reflecte a solidez das instituições nacionais e confirma que o país atingiu um patamar superior de credibilidade.

A UCID considerou tratar-se de uma boa notícia, embora defenda uma análise mais aprofundada dos critérios utilizados.

Por seu turno, o maior partido da oposição, o  PAICV, disse que Cabo Verde sempre tem tido boas classificações nos rankings internacionais, com pequenas oscilações, muitas vezes mais benéficas, pelo que o resultado não constitui grande novidade.

A ministra de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Janine Lélis, destacou que a classificação representa um importante reconhecimento dos esforços do país na promoção da transparência e da boa governação.

As Seychelles, Cabo Verde, Botswana e Ruanda continuam a ser os países menos corruptos de África, segundo a edição de 2025 do Índice de Perceção da Corrupção. O IPC classifica 182 países e territórios com base na percepção do nível de corrupção no sector público, numa escala de 0 (fortemente corrupto) a 100 pontos (muito íntegro), utilizando dados provenientes de 13 fontes externas, incluindo o Banco Mundial, o Fórum Económico Mundial, empresas privadas de consultoria/gestão de risco e grupos de reflexão.

Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC. Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45) São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35), Angola (32), Guiné-Bissau (21), Moçambique (21) e Guiné Equatorial (15).

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